SÓ… SEM MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO
Num 30 de Novembro, o “nosso” Fernando Pessoa deixou-nos, regressando para junto dos que o tinham “emprestado” a este planeta durante 47 anos. Não queria deixar de destacar esse facto. O presente texto evoca a sua amizade com outro grande poeta, injustamente esquecido pelos nossos contemporâneos: Mário de Sá-Carneiro, que nasce em Lisboa a 19 de Maio de 1890 e morre em Paris a 26 de Abril de 1916. Poeta, contista, foi um dos grandes expoentes do modernismo em Portugal e um exímio membro da chamada Geração d'Orpheu. Ao perder a sua mãe ainda criança, ressentiu sempre um vazio na sua vida. Guardando assim uma saudade sem fim da sua não-felicidade da infância. Escrevia: Pobres crianças que não conheceram a mãe, a infância foi toda uma desolação, desprovida de carinhos, de afagos. A idade venturosa da infância! Em volta de nós podem suceder as piores catástrofes. No entanto, é vagamente que percebemos a dor humana. Para as crianças felizes existe realmente um céu, o céu dos seus p...