JOUER NÃO É SÓ BRINCAR
JOUER NÃO É SÓ BRINCAR Estava à conversa com uma amiga que me dizia que quando ia a Itália aproveitava para comprar partituras de música. De repente perguntei-lhe: jogas que instrumento? Diante da sua surpresa tive de explicar que é um defeito que tenho (entre outros); na precipitação, substituo o verbo tocar por jogar. Influências nefastas da língua francesa que pratico no quotidiano há seis décadas. Assim, em francês, diz-se jouer: para jogar/tocar/ brincar/representar/brincar/apostar/desempenhar etc. (como se vê há pano para mangas), quando se trata de tocar piano, por exemplo. O grande actor e dramaturgo francês Sacha Guitry dizia isso aos seus filhos quando saía de casa à tardinha para ir para o teatro. Nós exercemos a profissão mais bonita do mundo, pois quando saímos de casa dizemos: Vou brincar (representar). Assistindo aos debates de trazer por casa existentes na AR, nas comissões de inquérito, nos tribunais e em tantos outros sítios aprazíveis, chegamos (chego) a essa c...